Um plano de pesquisa qualitativa com produtores, distribuidores e cooperativas da base da CCAB. O objetivo é enxergar como a plataforma entra, ou não entra, na rotina real, antes de qualquer decisão sobre engajamento ou receita.
Este documento organiza o que precisa estar de pé para rodar a pesquisa: quando, com quem e o que perguntar. Cada bloco pode ser validado de forma independente antes do campo começar.
Seis semanas, do refinamento do roteiro à apresentação dos achados. A ordem segue a capacidade de segmentar a base.
Base pequena, desenho por clusters. Representatividade qualitativa, com atenção especial aos detratores.
Semiestruturado, seis blocos, 30 a 40 minutos. Perguntas abertas que não induzem resposta.
Antes de propor solução, é preciso escutar. A pesquisa abre o primeiro diamante: divergir, ouvir a experiência real do usuário e mapear onde o Farmi cria valor e onde ainda não cria. Só depois disso vale convergir para decisões.
O entrevistador se apresenta como parte de uma equipe de parceiros de negócio da CCAB, um agente neutro. A V4 não é citada pelo nome, para evitar o comportamento de dar a resposta certa para o cliente.
Amostra-alvo de 18 a 24 entrevistas, de 6 a 8 por cluster. O ritmo segue a dependência real: o recrutamento só começa quando Perozim e Agrega conseguem segmentar a base por cluster.
Atividades por semana
| Semana | Período | Atividade | Responsável |
|---|---|---|---|
| S1 | 07–11/07 | Validação do roteiro com Humberto e definição dos critérios de corte por cluster com a Agrega | Marco + Perozim |
| S1 | 07–11/07 | Exportação da lista de usuários por cluster (Analytics + Edrone) | Perozim + Agrega |
| S2 | 14–18/07 | Recrutamento ativo, convite por e-mail e WhatsApp | Marco + Gustavo |
| S2–S3 | 14–25/07 | Rodada 1, Super Usuários (6 a 8 entrevistas) | Marco |
| S3 | 21–25/07 | Rodada 2, Usuários Medianos (6 a 8 entrevistas) | Marco |
| S4 | 28–31/07 | Rodada 3, Baixo Engajamento e Detratores (6 a 8 entrevistas) | Marco |
| S5 | 04–08/08 | Consolidação, análise e codificação temática | Marco |
| S5–S6 | 04–15/08 | Redação do relatório de descobertas | Marco |
| S6 | 12–15/08 | Apresentação dos achados para Humberto e Agrega | Marco + Caio |
Linha do tempo
O que garante representatividade aqui não é o volume, é o desenho por clusters, especialmente para alcançar os detratores, que tendem a não responder por conta própria.
O design por clusters é essencial para garantir representatividade qualitativa, sobretudo dos detratores. Sem isso, a pesquisa ouviria apenas quem já gosta da plataforma.
Os critérios de corte abaixo são uma proposta. Devem ser calibrados com Perozim e Agrega na S1, conforme o que o Analytics e o Edrone conseguem exportar com segurança.
Último acesso nos últimos 14 dias e três ou mais sessões no mês.
Alvo 6 a 8Último acesso entre 15 e 60 dias e uma a duas sessões no mês.
Alvo 6 a 8Último acesso há mais de 60 dias, ou nunca voltou após o primeiro login.
Alvo 6 a 8Histórico de e-mails: abertos, clicados e data do último engajamento.
Sessões por usuário, features acessadas e frequência de uso. Com Perozim.
Magento e Farmi: data de primeiro e último login, pedidos realizados.
Convite por e-mail via Edrone, mensagem neutra e curta, sem citar a V4, assinado como equipe de parceiros da CCAB.
Entrevista individual por videochamada, Google Meet ou Teams, de 30 a 40 minutos.
A definir com Humberto: certificado, crédito na plataforma ou brinde simbólico.
15 a 25%, base fria e pequena. Recrutamento ativo para completar cada cluster.
Se os detratores não responderem, Humberto pode indicar contatos diretos do time comercial. Os 26 vendedores têm relacionamento com a base.
Gravado com autorização, um entrevistador e um anotador opcional. Não existe resposta certa ou errada, o que importa é a rotina de quem trabalha com o agro.
“Olá, sou Marco, faço parte de uma equipe de parceiros de negócio da CCAB. Estamos conversando com alguns usuários do Farmi para entender melhor como a plataforma se encaixa no dia a dia de quem trabalha com o agro. Não existe resposta certa ou errada, o que importa é a sua experiência real.”
Soltar o entrevistado e entender o contexto antes de entrar na plataforma.
1. Me conta um pouco sobre o que você faz no seu trabalho no dia a dia, como é a sua rotina?
2. Quando você pensa em ferramentas ou sistemas que te ajudam a trabalhar, quais vêm à cabeça primeiro?
3. Como você costuma tomar decisões no seu negócio, tem alguma ferramenta ou processo que você confia muito?
Entender como e quando o Farmi entra, ou não entra, na rotina, sem induzir respostas.
4. Você se lembra de como foi a primeira vez que usou o Farmi? Como foi essa experiência?
5. Hoje, quando você acessa o Farmi, o que normalmente te leva até lá? O que estava acontecendo no seu trabalho naquele momento?
6. Em que situações do seu dia a dia uma plataforma digital como o Farmi poderia ser mais útil pra você?
Cluster A 6A. O que na plataforma você consideraria indispensável no seu trabalho hoje?
Cluster C 6C. Houve algum momento em que você tentou usar o Farmi e a experiência não foi como esperava? O que aconteceu?
Identificar o que o usuário enxerga como valor real, sem citar features específicas.
7. Se você tivesse que explicar para um colega o que o Farmi faz, o que você diria?
8. Quais problemas do seu trabalho uma plataforma digital poderia resolver, que hoje você resolve de outro jeito?
9. Pensa em uma semana difícil recente. Teve algum momento em que você pensou “isso seria mais fácil se eu tivesse uma ferramenta específica”? Me conta.
Mapear o que impede o engajamento: técnico, cultural, relacional ou de percepção de valor.
10. O que você mudaria na forma como lida com informações e pedidos no seu trabalho hoje?
11. Quando você pensa em adotar uma ferramenta nova, o que normalmente te faz hesitar?
12. Existe algo no Farmi que ainda não funciona do jeito que você precisaria? Pode ser um processo, uma informação, a forma de acessar.
Clusters B e C 12B. O que precisaria acontecer para que o Farmi se tornasse parte da sua rotina?
Entender o nível de maturidade digital, contexto para avaliar barreiras reais.
13. Como você se sente em relação a usar aplicativos e sistemas digitais no trabalho? Costuma adotar ferramentas novas com facilidade?
14. Tem alguma ferramenta que você usa todo dia e que faz bastante diferença? O que ela faz que te faz usá-la tanto?
Capturar a impressão geral e abrir espaço para o que não foi perguntado.
15. Se você pudesse mudar uma coisa no Farmi amanhã, o que seria?
16. Tem algo sobre o seu trabalho ou sobre o Farmi que eu não perguntei ainda?
17. Você conhece outros produtores, distribuidores ou cooperativas que usam o Farmi? Como eles costumam falar da plataforma?
Usadas quando a resposta é vaga ou merece um exemplo concreto. Servem para descer da opinião ao comportamento real.
Perguntas mal construídas contaminam a pesquisa. Estas são as armadilhas mais comuns em uma exploratória.
| Evitar | Por quê |
|---|---|
| “Você usa análise de crédito no Farmi?” | Direciona para uma feature específica antes de o usuário mencioná-la. |
| “O Farmi tem tracking de carga, você já usou?” | Coloca o usuário na defensiva se não usou. |
| “Por que você não usa mais a plataforma?” | Tom acusatório, quebra o rapport. |
| “Você acha que o Farmi é bom?” | Pergunta fechada, induz validação positiva. |
| Mencionar que é V4 ou agência | Gera o comportamento de dar a resposta certa para o cliente. |
O primeiro passo sob controle é a validação com Humberto e o alinhamento dos cortes com a Agrega na S1. É isso que destrava todo o recrutamento e a agenda de entrevistas.